Que país é esse? Faccionados são soltos e Débora pega 14 anos por pichar estátua
A desproporção entre as penas escancara a seletividade do Supremo Tribunal Federal
Redação Justo Segurança28 de abril de 2026 às 16:13
## Uma justiça que protege bandidos e pune cidadãos
O Brasil acordou para uma realidade absurda: **Débora Rodrigues dos Santos**, cabeleireira, mãe de família e sem antecedentes criminais, foi condenada a **14 anos de prisão** pelo Supremo Tribunal Federal por ter pichado, com batom, a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao prédio do STF, durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
No mesmo país, no mesmo sistema judiciário, **integrantes de facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho** — responsáveis por execuções, tráfico internacional de drogas, ataques a forças de segurança e domínio armado de territórios — recebem **habeas corpus**, **progressão de regime** e voltam às ruas com tornozeleira (quando muito).
## A conta não fecha
- **Pichar uma estátua com batom:** 14 anos de prisão.
- **Comandar tráfico internacional de drogas:** habeas corpus.
- **Participar de chacinas:** progressão de regime.
- **Liderar facção que aterroriza cidades inteiras:** liberdade provisória.
Que mensagem o Supremo Tribunal Federal está passando à sociedade brasileira? A de que **manifestar-se politicamente — ainda que de forma equivocada — é crime mais grave do que matar, traficar e aterrorizar**.
## A seletividade escancarada do STF
A Corte que deveria ser a guardiã da Constituição transformou-se em **tribunal de exceção** para perseguir cidadãos comuns que participaram dos atos de 8 de janeiro, muitos deles sem qualquer envolvimento em depredação, apenas por estarem no local.
Enquanto isso, a mesma Corte:
- **Afrouxa penas** para crimes hediondos por meio de teses garantistas.
- **Concede liminares** que beneficiam grandes traficantes.
- **Restringe a atuação das polícias** em operações contra o crime organizado.
- **Anula provas** obtidas em operações que prenderam mafiosos e corruptos poderosos.
A balança da Justiça, símbolo que Débora pichou com batom, está **literalmente quebrada**. E foram os próprios ministros que a quebraram.
## O recado para o cidadão de bem
A condenação de Débora Rodrigues não é apenas uma sentença injusta — é um **aviso**. Um aviso de que, neste país, **discordar do poder custa mais caro do que matar inocentes**. Um aviso de que o Estado brasileiro escolheu lados, e o lado escolhido **não é o do trabalhador, do empresário, do policial ou da família**.
Enquanto faccionados desfilam livres e o crime organizado avança sobre o país, mulheres como Débora apodrecem na cadeia por pichação. **Que país é esse?**
## É hora de reagir — dentro da lei
A resposta da sociedade precisa ser **firme, pacífica e dentro da legalidade**:
1. **Pressão política** sobre o Congresso Nacional para aprovar a PEC que limita os poderes do STF.
2. **Mobilização popular** por anistia aos condenados desproporcionalmente pelo 8 de janeiro.
3. **Cobrança pública** por endurecimento de penas para faccionados e traficantes.
4. **Voto consciente** em representantes que defendam o equilíbrio entre os Poderes.
O Brasil não pode aceitar viver sob uma Justiça que **liberta bandidos e prende cidadãos**. A história julgará severamente os ministros que transformaram a mais alta Corte do país em instrumento de perseguição política.
*Débora Rodrigues representa, hoje, milhares de brasileiros que se perguntam: até quando?*Imagens de Bras\u00edlia ilustram a cobertura pol\u00edtica.